Vírus sincicial respiratório (VSR)

O que parece só um resfriado pode ser um risco para quem você mais ama1 

Entenda melhor!

Mulheres preparando uma refeição

Vírus sincicial respiratório (VSR) 

O que é, sintomas e prevenção

O vírus sincicial respiratório (VSR) é um vírus comum e altamente contagioso que afeta o sistema respiratório, principalmente pulmões e vias aéreas, sendo uma das principais causas de bronquiolite em bebês e crianças pequenas, além de representar riscos sérios para adultos mais velhos com comorbidades.1,2 Embora o nome ainda seja pouco conhecido, o VSR não é novo: ele circula junto a outros vírus, como gripe e COVID-19, e pode levar a quadros graves, sobretudo em pessoas com risco aumentado e mais velhas,2-4 e apesar dos sintomas semelhantes aos de um resfriado, pode evoluir de forma agressiva nesses grupos vulneráveis.1

Mulher e jovem lendo uma livro

Como ocorre a transmissão do VSR e por que o risco é maior no outono e inverno


A principal forma de transmissão do VSR é pelo contato com gotículas respiratórias expelidas durante a fala, tosse ou espirro da pessoa infectada. O vírus também pode ser transmitido pelo contato direto com superfícies contaminadas, como mãos, maçanetas ou objetos compartilhados.5 E embora a fase contagiosa dure de 3 a 8 dias, algumas pessoas, especialmente aquelas com um sistema imunológico enfraquecido, podem permanecer contagiosas por até 4 semanas.5


A proximidade com pessoas infectadas em ambientes fechados aumenta o risco de contágio, o que explica os surtos sazonais mais comuns durante o outono e inverno no Brasil.6 Além disso, a reinfecção pelo VSR é comum ao longo da vida, pois a imunidade adquirida após uma infecção natural tende a ser parcial e temporária.7

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Sinais leves, graves e quando procurar atendimento médico

Os sintomas da infecção pelo VSR podem variar de leves a graves, durando até 2 semanas:5,8

 

  • febre;
  • tosse;
  • cansaço;
  • coriza;
  • congestão;
  • espirros;
  • dor de cabeça;
  • dor de garganta;
  • cianose*;
  • respiração com ruídos;
  • dificuldade de respirar.5,8

 

Em adultos mais velhos, os sintomas podem ser sutis, mas não devem ser ignorados. A falta de ar, chiado no peito e confusão mental são indicativos de que a infecção pode estar afetando os pulmões de forma mais intensa.9,10 Nesses casos, o risco de hospitalização aumenta consideravelmente.9,10

 

* Cianose: coloração azulada da pele, geralmente em extremidades ou ao redor da boca – um sinal de alerta que exige atenção médica imediata. 

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Quem precisa de atenção especial

São fatores que aumentam o risco de complicações decorrentes do VSR:2,9,11,12

 

  • Idade avançada, principalmente idosos fragilizados, acamados e/ou residentes em instituições de longa permanência; 
  • pneumopatias e doenças respiratórias crônicas, como DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), asma e fibrose pulmonar; 
  • cardiopatias e doenças cardiovasculares, como insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana, hipertensão e arritmias; 
  • diabetes; 
  • obesidade; 
  • nefropatias; 
  • hepatopatias; 
  • imunossupressão.
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Como identificar precocemente e prevenir complicações


O VSR pode causar bronquiolite (inflamação dos bronquíolos) principalmente em crianças pequenas, mas também pode levar a quadros graves em adultos com imunidade comprometida ou doenças pulmonares crônicas.4,13,14 O diagnóstico é geralmente clínico, mas pode ser confirmado por testes laboratoriais como PCR e testes de antígeno.14,15  



Além disso, ainda é frequentemente subdiagnosticado em adultos mais velhos.16,17 Muitos casos são confundidos com outras infecções respiratórias, já que os sintomas podem se assemelhar aos de um resfriado comum. Essa dificuldade em identificar a causa contribui para que parte dos quadros graves de síndrome respiratória aguda nesse público não tenha origem confirmada, o que reforça a importância da vigilância e do diagnóstico laboratorial.16,17



Identificar os sinais da infecção nos primeiros dias é fundamental para evitar complicações, garantir o acompanhamento adequado, acelerar a recuperação e reduzir a transmissão, especialmente em populações vulneráveis.1,18,19

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Como a vacina pode proteger contra o VSR

Como prevenir a transmissão do VSR: a imunização é a principal forma de prevenção

O vírus sincicial respiratório é altamente contagioso e pode afetar pessoas de todas as idades. Embora o termo “bronquiolite” seja mais conhecido entre quem cuida de crianças, é importante saber que os pequenos também podem transmitir o vírus para adultos mais velhos. Além da idade, indivíduos com comorbidades correm maior risco de desenvolver quadros graves.1,20

Para saber mais, converse com seu médico. 

Atitudes simples que fazem diferença na prevenção do VSR:5

  • Manter a vacinação em dia

  • Lavar bem as mãos com frequência

  • Evitar tocar olhos, boca e nariz com as mãos sujas

  • Evitar contato próximo com pessoas gripadas ou resfriadas

  • Cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar

  • Desinfetar superfícies e objetos tocados com frequência

  • Ficar em casa ao apresentar sintomas

Tabela de vacinação contra VSR

Como o VSR afeta crianças e adultos mais velhos

A infecção pelo VSR pode atingir pessoas de todas as idades, sendo que as crianças menores de 1 ano, adultos mais velhos, especialmente aqueles com doença cardiopulmonar subjacente ou que sejam frágeis, estão mais suscetíveis a quadros graves da doença.2,9


Converse com um profissional de saúde e saiba mais.

Prevenção também é afeto. 

VSR em adultos mais velhos

Conforme vamos envelhecendo, o organismo passa por mudanças naturais, inclusive no sistema imunológico, que se torna menos eficiente na defesa contra infecções.1,2,11,20 

Apesar de, em muitos casos, o VSR causar sintomas leves, ele pode levar a complicações graves, como pneumonia, piora de doenças respiratórias preexistentes (como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC) e insuficiência cardíaca.1 Essas situações exigem atenção médica rápida e especializada.1

Mesmo após a recuperação, é comum haver perda de funcionalidade física e emocional, afetando atividades básicas do dia a dia e a qualidade de vida.8,14 

Por tudo isso, a prevenção ao VSR em adultos mais velhos deve ser uma prioridade.21 Cuidar da saúde nessa fase da vida é investir em longevidade, preservando a independência e o bem-estar.15

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Infecção cruzada entre crianças e adultos mais velhos

 

A infecção cruzada pelo VSR é mais comum do que parece, e começa, muitas vezes, dentro de casa. Um estudo realizado em São Paulo mostrou que adultos mais velhos que convivem com crianças infectadas têm 22,6 vezes mais chances de contrair o VSR. Isso acontece porque o contato próximo facilita a transmissão, mesmo quando os sintomas da criança parecem leves. Por isso, redobrar os cuidados com higiene, ventilação dos ambientes e vacinação é essencial para proteger toda a família, especialmente os mais vulneráveis.22**

**Estudo prospectivo realizado em familiares de crianças com infecção sintomática por VSR em hospital universitário em São Paulo 1 OR: 22,6 (IC de 95%: 4,8-106,7).

Adulto mais velho jogando bola com crianças

Tratamentos para VSR: o que fazer em caso de infecção?

Até o momento, não há um medicamento antiviral amplamente disponível para tratar o VSR em adultos. O tratamento é focado no alívio dos sintomas e no suporte clínico, principalmente em casos leves a moderados.14 Os principais cuidados incluem: 

  • Hidratação constante13,23

  • Uso de antitérmicos e analgésicos comuns para febre e dor

  • Repouso e monitoramento dos sintomas13,23

  • Atenção redobrada à respiração, principalmente se houver chiado, tosse intensa ou falta de ar14,23

Sentiu algum sintoma do VSR? Procure um profissional de saúde o quanto antes.

Perguntas frequentes (FAQ)

  • O que é vírus sincicial respiratório (VSR)?

    O VSR é um vírus respiratório altamente contagioso que afeta principalmente os pulmões e as vias aéreas. Ele é uma das principais causas de bronquiolite em bebês e pode provocar complicações graves em adultos mais velhos ou com doenças crônicas.1

  • Como o vírus VSR é transmitido?

    A transmissão ocorre pelo contato com gotículas respiratórias expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Também pode acontecer por superfícies contaminadas, como mãos, objetos ou maçanetas. A fase de contágio costuma durar de 3 a 8 dias, mas pode se estender por até 4 semanas em pessoas com imunidade comprometida.4,5

  • Como prevenir a infecção do VSR?

    A prevenção inclui higienizar as mãos com frequência, evitar aglomerações e manter ambientes ventilados, especialmente durante o outono e inverno, quando os surtos são mais comuns.5,6 Também é importante proteger os grupos vulneráveis, como crianças pequenas e adultos mais velhos, do contato com pessoas infectadas.2-4 

  • Como tratar o vírus sincicial respiratório?

    O tratamento é, na maioria dos casos, de suporte. Ou seja, focado no alívio dos sintomas, como febre e congestão nasal.14 Casos mais graves podem exigir internação hospitalar, especialmente em adultos mais velhos com dificuldades respiratórias.1,11

  • Como é feito o diagnóstico do VSR?

    O VSR costuma ser subdiagnosticado, pois seus sintomas se confundem com os de um resfriado comum, dificultando a confirmação laboratorial da causa das infecções respiratórias graves.12 O diagnóstico é clínico, mas a identificação e confirmação do VSR é feita por exames laboratoriais, entre os quais testes rápidos e ensaios moleculares (como PCR-RT) que detectam o antígeno viral.24 Consulte seu médico.

  • Quais são os riscos do VSR para adultos mais velhos?

    Em pessoas mais velhas, o VSR pode causar quadros graves como pneumonia, agravamento de DPOC, insuficiência cardíaca e perda de autonomia funcional.1,11,19 Mesmo após a recuperação, muitos adultos mais velhos enfrentam dificuldades para realizar atividades simples e podem necessitar de cuidados prolongados.8

Duas mulheres fazendo academia

Saiba por que o herpes zoster também merece atenção

Assim como o VSR, o herpes zoster acomete principalmente adultos mais velhos e imunocomprometidos, podendo levar a complicações e impactar a qualidade de vida, mas também pode ser prevenido por meio da vacinação.1,25

Saiba mais sobre herpes zoster

Referências

1. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV) About RSV. Disponível em: https://www.cdc.gov/rsv/about/?CDC_AAref_Val=https://www.cdc.gov/rsv/about/symptoms.html. Acesso em: 17 dez. 2025.
2. WALSH, Edward E. Respiratory syncytial virus infection: an illness for all ages. Clinics in chest medicine, v. 38, n. 1, p. 29-36, 2017.
3. STEPHENS, Laura M.; VARGA, Steven M. Considerations for a respiratory syncytial virus vaccine targeting an elderly population. Vaccines, v. 9, n. 6, p. 624, 2021.
4. KODAMA, Fumihiro; NACE, David A.; JUMP, Robin LP. Respiratory syncytial virus and other noninfluenza respiratory viruses in older adults. Infectious Disease Clinics, v. 31, n. 4, p. 767-790, 2017.
5. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). How RSV Spreads. Disponível em: https://www.cdc.gov/rsv/causes/index.html. Acesso em: 17 dez. 2025.
6. BLOOM-FESHBACH, Kimberly et al. Latitudinal variations in seasonal activity of influenza and respiratory syncytial virus (RSV): a global comparative review. PloS one, v. 8, n. 2, p. e54445, 2013.
7. OPENSHAW, Peter JM et al. Protective and harmful immunity to RSV infection. Annual review of immunology, v. 35, p. 501-532, 2017.
8. CURRAN, Desmond et al. Impact of respiratory syncytial virus disease on quality of life in adults aged≥ 50 years: A qualitative patient experience cross‐sectional study. Influenza and other respiratory viruses, v. 16, n. 3, p. 462-473, 2022.
9. FALSEY, Ann R. et al. Risk factors and medical resource utilization of respiratory syncytial virus, human metapneumovirus, and influenza-related hospitalizations in adults - A global study during the 2017–2019 epidemic seasons (hospitalized acute respiratory tract infection [HARTI] study). In: Open Forum Infectious Diseases. US: Oxford University Press, 2021. p. ofab491.
10. TSENG, Hung Fu et al. Severe morbidity and short-and mid-to long-term mortality in older adults hospitalized with respiratory syncytial virus infection. The Journal of Infectious Diseases, v. 222, n. 8, p. 1298-1310, 2020.
11. WATSON, Alastair; WILKINSON, Tom MA. Respiratory viral infections in the elderly. Therapeutic Advances in Respiratory Disease, v. 15, p. 1753466621995050, 2021.
12. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES (SBIm). Vacinas VSR (vírus sincicial respiratório). 08 abr. 2025. Disponível em: https://familia.sbim.org.br/vacinas/vacinas-disponiveis/vacinas-vsr-virus-sincicial-respiratorio. Acesso em: 17 dez. 2025.
13. SCHWEITZER, John W.; JUSTICE, Nathaniel A. Respiratory syncytial virus infection. StatPearls. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing, 2021.
14. FALSEY, Ann R. Respiratory syncytial virus infection in adults. In: Seminars in respiratory and critical care medicine. Copyright© 2007 by Thieme Medical Publishers, Inc., 333 Seventh Avenue, New York, NY 10001, USA., 2007. p. 171-181.
15. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). Clinical Overview. Disponível em: https://www.cdc.gov/rsv/hcp/clinical-overview/. Acesso em: 17 dez. 2025.
16. FIOCRUZ. INFOGRIPE. Monitoramento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) notificados no SIVEP-Gripe - SE-21. Disponível em: https://agencia.fiocruz.br/sites/agencia.fiocruz.br/files/Resumo_InfoGripe_2025_21.pdf. Acesso em: 17 dez. 2025.
17. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Vigilância das síndromes gripais. Secretaria de vigilância em Saúde e Ambiente. Boletim infogripe S21 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/covid-19/publicacoes-tecnicas/informes/informe-se-21-de-2025.pdf/view. Acesso em: 17 dez. 2025.
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24. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES (SBIm). Vírus sincicial respiratório (VSR). 11 jun. 2025. Disponível em: https://familia.sbim.org.br/doencas/virus-sincicial-respiratorio-vsr. Acesso em: 17 dez. 2025.
25. KAWAI, K.; GEBREMESKEL, B. G.; ACOSTA, C. J. Systematic review of incidence and complications of herpes zoster: Towards a global perspective. BMJ Open, v. 4, n. 6, 2014.