Herpes zoster

Não subestime essa doença. O vírus da catapora pode adormecer, mas não desaparece1

Entenda melhor!

Homem exibindo as costas

Herpes zoster

O que é, sintomas e como se proteger

Você pode até não reconhecer o nome herpes zoster de imediato, mas provavelmente já ouviu falar no “cobreiro”, uma condição que provoca dor intensa e bolhas na pele, geralmente em pessoas acima dos 50 anos. O que pouca gente sabe é que essa doença é causada pela reativação do vírus da catapora, que pode ficar “adormecido” no corpo por décadas. É aí que entra a importância da vacinação.1,2

Mulher com dor

Como o vírus da catapora pode voltar a afetar sua saúde

O herpes zoster, conhecido popularmente como cobreiro, é uma doença causada pela reativação do vírus varicela-zoster, o mesmo que provoca a catapora.1 Após um episódio de catapora, geralmente na infância, esse vírus permanece adormecido no organismo por anos, escondido em terminações nervosas.

Com o avanço da idade, especialmente após os 50 anos, o sistema imunológico começa a perder parte da sua eficiência natural.1 Isso pode facilitar a reativação do vírus, que volta a se manifestar como uma erupção de bolhas dolorosas, geralmente em apenas um lado do corpo.1,2  

Ainda assim, mesmo as pessoas mais jovens podem desenvolver a doença, especialmente se forem imunocomprometidos, como no caso de pacientes oncológicos, transplantados ou pessoas vivendo com HIV.1,2 

Ou seja: se você já teve catapora, o vírus do herpes zoster pode estar aí dentro, silencioso.1

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Como identificar os primeiros sinais da doença

O herpes zoster começa geralmente de forma sutil, com formigamento, sensibilidade ou dor localizada na pele, onde as lesões irão surgir.1,2 Em alguns casos, pode haver febre e mal-estar. Depois disso, aparecem vermelhidões, seguidas de bolhas com líquido (vesículas) que se agrupam em faixas, normalmente em apenas um lado do corpo.1,2 Essas lesões podem provocar dores intensas, fisgadas ou uma sensação de choque elétrico.1,3 

As áreas mais afetadas costumam ser o tórax e o abdômen, mas o vírus pode se manifestar também no rosto ou em outras partes do corpo.1,2 Em média, as erupções desaparecem em até 4 semanas, mas a dor pode persistir por anos, principalmente em pessoas mais velhas. Isso ocorre por conta da neuralgia pós-herpética (NPH), uma complicação comum que pode comprometer o bem-estar.2,4 

Por isso, é importante ficar atento aos primeiros sinais e procurar orientação médica ao menor sintoma. 

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Riscos mais comuns e quando buscar ajuda médica

O herpes zoster pode levar a complicações sérias e duradouras, sendo a neuralgia pós-herpética a mais comum. Ela afeta até 30% dos pacientes e pode resultar em dor persistente por anos.1,4 

Outras complicações incluem: 

 

  • síndrome de Ramsay Hunt, quando o vírus atinge o nervo facial;1
  • herpes zoster oftálmico, que afeta os nervos ao redor do olho;1 
  • problemas no sistema nervoso central e periférico;
  • complicações cardiovasculares;
  • impacto negativo na qualidade de vida.6

 

Essas complicações não representam todos os possíveis riscos do herpes zoster. Para mais informações, consulte um profissional de saúde, que pode ser um dermatologista, um neurologista caso apresente complicações neurológicas, como a neuralgia pós-herpética, ou se houver uma suspeita de complicações sistêmicas, o médico clínico geral ou um infectologista pode fazer a avaliação. 

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Herpes zoster e comorbidades: atenção redobrada

Pessoas com doenças crônicas, como diabetes, cardiopatias e condições que afetam o sistema imunológico – que também aumentam o risco para outras infecções, como o vírus sincicial respiratório (VSR) – têm maior risco de desenvolver quadros mais graves de herpes zoster. Além da dor intensa, estudos apontam que o vírus pode estar associado a eventos cardiovasculares, como infarto e AVC, especialmente em pacientes mais vulneráveis.1,2,5,7 Manter essas condições sob controle e conversar com um médico sobre a vacinação é importante para a prevenção da doença.

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Importância da prevenção ao cobreiro

Prevenir o herpes zoster vai muito além de evitar as bolhas e a dor intensa associadas à doença, trata-se de preservar a qualidade de vida a longo prazo. Afinal, o vírus que causa o cobreiro pode permanecer silencioso por décadas dentro do corpo, aguardando apenas uma queda na imunidade para se reativar. E quando isso acontece, as consequências podem ser severas, especialmente com o avanço da idade.1,2,6


A prevenção é um investimento no bem-estar do presente e do futuro.8

Imagem ilustrando uma ciringa sendo injetada em um liquido azul
Pessoa tomando vacina.

O herpes zoster está mais perto do que você imagina

A prevenção começa com informação e continua com a decisão de se proteger. A proteção é importante porque, com o avanço da idade, o sistema imunológico pode enfraquecer, aumentando as chances de reativação do vírus e das complicações associadas, como a dor crônica.1,4,5

Existe tratamento?


O tratamento para o herpes zoster pode ser feito com medicamentos antivirais.1,2 Embora não haja cura, o tratamento adequado pode aliviar os sintomas.1,2


É importante lembrar que, além do tratamento, a vacinação é uma medida preventiva essencial para reduzir o risco de desenvolver a doença, especialmente em pessoas a partir dos 50 anos.1,9,10 Mesmo jovens imunossuprimidos podem ser afetados, por isso a conscientização sobre prevenção é fundamental.1,9,10

Homem chorando

Perguntas frequentes (FAQ)

  • O que é herpes zoster?

    O herpes zoster, também conhecido como cobreiro, é uma doença causada pela reativação do vírus varicela-zoster, o mesmo da catapora. Após a infecção inicial, esse vírus permanece adormecido nas terminações nervosas e pode se reativar anos depois, especialmente em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, como ocorre com o envelhecimento (imunossenescência). Isso provoca erupções cutâneas dolorosas, geralmente em apenas um lado do corpo.1,2

  • Como pega herpes zoster?

    O herpes zoster não é transmitido de pessoa para pessoa como um resfriado, portanto não é contagioso. Ele surge da reativação de um vírus que já está no corpo de quem teve catapora anteriormente. Porém, pessoas que nunca tiveram catapora podem contrair o vírus ao entrarem em contato direto com as erupções do herpes zoster, desenvolvendo catapora, e não herpes zoster.

  • O que causa herpes zoster?

    A causa do herpes zoster é a reativação do vírus varicela-zoster. Isso pode ocorrer quando há queda da imunidade, como no processo natural de envelhecimento (imunossenescência) ou em situações de imunossupressão, como uso de certos medicamentos, tratamentos oncológicos ou doenças crônicas.1,2 

  • Como aliviar a dor do herpes zoster?

    A dor causada pelo herpes zoster pode ser intensa e persistente. O tratamento com medicamentos antivirais ajuda a reduzir a duração e a intensidade dos sintomas. Além disso, pode ser recomendado o uso de analgésicos.1,2 É fundamental procurar um médico para avaliação e indicação do tratamento mais adequado, evitando a automedicação. 

  • Como tratar herpes zoster?

    O tratamento do herpes zoster é feito com medicamentos antivirais, que devem ser iniciados o quanto antes após o aparecimento dos sintomas.1,2

Pessoa mais velha fazendo nebulização

Saiba por que o VSR também merece atenção

Assim como o herpes zoster, o VSR afeta mais pacientes vulneráveis, como adultos com mais de 50 anos e pessoas com doenças crônicas, além de poder causar complicações sérias, impactar na qualidade de vida e ser prevenível.1,4,7

Saiba mais sobre VSR

Referências

  1. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Prevention of herpes zoster: recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR, v. 57, RR-5, p. 1-30, 2008.
  2. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Herpes (cobreiro). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/herpes. Acesso em: 17 jul. 2025. 
  3. YAWN, Barbara P.; GILDEN, Don. The global epidemiology of herpes zoster. Neurology, v. 81, n. 10, p. 928-930, 2013. 
  4. KAWAI, K.; GEBREMESKEL, B. G.; ACOSTA, C. J. Systematic review of incidence and complications of herpes zoster: Towards a global perspective. BMJ Open, v. 4, n. 6, 2014. 
  5. ERSKINE, N. et al. A systematic review and meta-analysis on herpes zoster and the risk of cardiac and cerebrovascular events. PLoS ONE, v. 12, n. 7, 2017. 
  6. LUKAS, K. et al. The impact of herpes zoster and post-herpetic neuralgia on quality of life: patient-reported outcomes in six European countries. J Public Health, 2012. 
  7. NGUYEN-VAN-TAM, Jonathan S. et al. Burden of respiratory syncytial virus infection in older and high-risk adults: a systematic review and meta-analysis of the evidence from developed countries. European Respiratory Review. 2022;31(166):220105. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36384703/. Acesso em: 17 dez. 2025.
  8. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Envelhecimento saudável. Biblioteca Virtual em Saúde MS, 2020. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/envelhecimento-saudavel/. Acesso em: 17 dez. 2025.
  9. SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. Geriatria: guia de vacinação. Disponível em: https://sbim.org.br/images/guias/guia-geriatria-sbim-sbgg-4a-ed-2022-2023-220828b-web.pdf. Acesso em: 17 dez. 2025.
  10. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Shingles vaccines. Disponível em: https://www.cdc.gov/shingles/vaccines/index.html. Acesso em: 17 dez. 2025.